13

[Livro] O Jogador nº 1 – Ernest Cline

jogador-número-11

Ganhei este livro da linda da Tayra no sábado passado, e o devorei em três dias (não é a melhor das médias, mas considerando que tenho um pequeno ciumento – @gutoscopel – no meu pé sempre que pego um livro na mão, torna-se ótima para um livro de umas 500 páginas).
A história é uma grande homenagem à cultura pop dos anos 80: música, filmes e, sobretudo, jogos. Se eu, que pouco ou nada entendo sobre o assunto, aproveitei muito a leitura desse livro, imagino que os aficcionados pelo tema torná-lo-ão seu livro de cabeceira. 
O livro, do autor americano Ernest Cline tem feito um grande sucesso e, a julgar pelos agradecimentos finais, será transformado em filme logo mais pela Warner. Não julgo livros pela capa (mentira), mas pelas orelhas… As críticas positivas (e entusiásticas – “um novo matrix!“) nas “orelhas” do livro são todas de autores de best sellers do The New York Times, o que denota… a) uso do argumento de autoridade (mas de forma tão excessiva nesse caso, que quase me ofendi) ou b) no mínimo, uma tendenciosidade exagerada. Ok, há chances de isto não denotar coisa alguma e eu só estar meio intolerante com o furor publicitário desta capa como um todo. Prossigamos.

O jogador nº 1 trata-se de uma história futurista, onde as pessoas passam a maior parte de seu tempo conectadas a uma realidade virtual – o OASIS, ou – onde é possível utilizar seus avatares para trabalhar, estudar, viajar e milhares de outras possibilidades. A realidade em si está à beira de um colapso e nao oferece as condições mínimas de existência à população. O OASIS é a única saída para a grande maioria. Mas eis que seu grande fundador (uma espécie de Steve Jobs ainda mais excêntrico) não deixa herdeiros, mas sim, um vídeo onde convoca a todos os usuários do OASIS a empreenderem uma caçada a um “easter egg” (termo utilizado para designar mensagens, fases ou objetos não relatados propositalmente escondidos dentro de um jogo ou software) cujo prêmio é nada menos do que todo o seu legado: o controle e os direitos sobre o software e toda a sua fortuna. (A foto aí de baixo é de um jogo de Atari chamado Adventure, famoso por conter o primeiro easter egg da história. Segundo o livro, na época do jogo os criadores não eram reconhecidos – sequer citados – e, por isto, o criador do Adventure escondeu seu nome em uma fase secreta do jogo. Interessante, não?)

A propósito: todas as informações do parágrafo anterior estão disponíveis no primeiro capítulo do livro; qualquer coisa dita além disso corre o risco de ser um tremendo spoiler-estragador-de-leitura. (Alias, depois de terminar de ler fui conferir a sinopse do livro e dei graças por não ter feito isso antes…). Acho que vou fazer um post ensinando esse pessoal que faz a contracapa a contar do que o livro trata sem acabar com o suspense da história! (Pretensiosa, eu? Imagina).

Gostar ou não de um livro geralmente tem a ver com nossas experiências anteriores, nossa área de interesse, nossos estilos favoritos de narrativa, nossos hábitos de leitura anteriores. Mas também tem muito (mas muito mesmo) a ver com nosso momento: estado de espírito, receptividade, cansaço, conforto, vontade/disponibilidade etc. No meu caso, estou no meio de uma pausa na leitura das Crônicas de Gelo e Fogo – o esforço psicológico que essa série exige acabou cobrando seu preço em forma de ressaca literária – e este livro foi muito bem vindo para aliviar as tensões do Festim dos Corvos e da Dança com Dragões (sim, eu estava lendo ambos ao mesmo tempo, fuck the police).

Gostei muito desse livro por ser uma leitura leve, apesar do suspense (pra quem não lê capa, obviamente :P), e docemente previsível. Depois de aguentar George Martin fazendo gato e sapato das convenções tácitas referentes à histórias (mocinho não morre, antagonista do mal é malvado, etc), estou me sentindo aliviada.

Pelo estilo do livro, arrisco imaginar que leitores de Dan Brown gostarão ainda mais do que eu.

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 4.8/5 (5 votes cast)
[Livro] O Jogador nº 1 – Ernest Cline, 4.8 out of 5 based on 5 ratings
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Se você gostou desse post deixe um comentário ou assine o feed RSS para ter todo conteúdo no seu leitor de feeds favorito ou receber por email.

brunascomor

“Quem é você?” perguntou a lagarta. “No momento não sei muito bem, senhora” respondeu Alice, timidamente. “Eu sei quem eu era quando levantei esta manhã, mas acho que mudei muitas vezes desde então”. (Alice no País das Maravilhas – Lewis Carroll)

More PostsWebsiteTwitterFacebookPinterest

 

Fatal error: Uncaught Exception: 12: REST API is deprecated for versions v2.1 and higher (12) thrown in /home4/panthro/public_html/livrese/wp-content/plugins/seo-facebook-comments/facebook/base_facebook.php on line 1273