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Meu TOP 5 – Cinco livros favoritos (por Vinícius) – Parte I

Top 5 melhores livros

Daí que todo mundo nesse blog resolveu fazer uma lista dos seus cinco livros favoritos, fui praticamente “obrigado” a fazer a minha lista de melhores livros também. :)

Ao contrário da Bruna, minha escolha até que foi relativamente simples. Como vocês perceberão, ajuda o fato de eu ser um autêntico Tolkiendili! :D (Explicações no seu devido tempo, calma.)

Sem mais delongas, vamos à lista:

Um.Estudo.em.Vermelho - Sherlock Holmes - Sir Arthur Conan Doyle

5. Um Estudo em VermelhoArthur Conan Doyle

Este livro representa minha primeira paixão literária: as histórias de Sherlock Holmes. Era fascinante ler como, usando apenas seu intelecto e um aguçado poder de observação, Sherlock Holmes resolvia os casos mais complicados. Nunca li todas as histórias, pois na época (eu devia ter uns 8, no máximo 9 anos de idade) era bem mais complicado obter informações do que é hoje.

Em tempo: a Editora Jorge Zahar lançou 2 boxes, um com os livros de contos e outro com os romances, ambos em ediçoes ilustradas e comentadas. Se alguém quiser me dar de presente, eu aceitarei de bom grado. :P

O.Silmarillion - J. R. R. Tolkien

4. O SilmarillionJ. R. R. Tolkien

Este livro é o batismo de fogo, aquele que separa o mero leitor de fantasia do verdadeiro Tolkiendili (“amigo de Tolkien” em Quenya, um dos idiomas élficos criados pelo autor).

Desde a infância Tolkien era apaixonado por línguas estrangeiras e por mitologia. Quando cresceu, descobriu que, ao contrário dos povos celtas e nórdicos, a Inglaterra carecia de uma mitologia própria, exceção feita às lendas arturianas.

Em 1917 o jovem tenente Tolkien, que lutava na Primeira Guerra Mundial, acabou contraindo tifo. Hospitalizado, ele começou a escrever uma mitologia para a Inglaterra, um livro primeiramente intitulado The Book of Lost Tales.

Enquanto viveu (ele morreu em 1973), Tolkien escreveu, revisou, re-escreveu, re-revisou, escreveu variantes e alternativas, desenvolvendo esse corpus mitológico. E como podemos ler no ensaio acadêmico Sobre Estórias de Fadas (pretendo fazer uma resenha dele em breve), o desenvolvimento mitológico e linguístico andam de mãos dadas. Tolkien criou cerca de uma dúzia de línguas neste corpus mitológico, mas apenas duas são desenvolvidas o suficiente para serem usadas (e de forma limitada, diga-se de passagem): o Quenya e o Sindarin, ambas línguas élficas.

Tolkien não viveu para ver esta obra, que considerava ser a sua principal, publicada. Coube a Christopher Tolkien, filho mais novo e executor do espólio literário do pai, juntar os manuscritos, organizá-los de uma forma coerente e publicá-los sob o título O Silmarillion. Se a Bíblia contém o relato mitológico da criação do mundo do ponto de vista humano, O Silmarillion faz o mesmo, mas sob o ponto de vista dos elfos.

Em tempo: em 2009, o então estudante alemão de Design Gráfico Benjamin Harff fez, como projeto final de curso, uma versão absolutamente linda d’O Silmarillion. Usando técnicas medievais de iluminuras, o livro ganhou vida nova. Infelizmente é uma versão única, que levou um ano para ser feita, e mesmo assim ele usou alguns artifícios para conseguir terminar o trabalho a tempo: o texto do livro foi impresso. Eu venderia um rim para comprar uma cópia.

(Nota da editora: Como o post ficou grande – e ótimo – , achei justo dividí-lo em duas partes, como fiz com o meu. Tomara que o Vinícius não me odeie por isto. Hehehe.)

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Vinícius Cordeiro

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