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Meu top 5 – Cinco livros favoritos (por Lasak) – Parte I

Top 5 melhores livros

Bom, depois de muito tempo longe daqui, retorno (finalmente) com a minha versão do Top 5. A Bruna já comentou que eu era o único que faltava entregá-lo. Sentia-me até o Homem de Lata ao ver o “Sobre” do Livre-se e me deparar com a minha foto sem o coração, hehehe.

O meu post de estreia já dá um parecer dos elementos e livros que incentivaram o meu gosto pela leitura. Apresentarei agora os cinco que, além de me estimularem a trabalhar como redator, foram importantes para ditar a minha vontade de (um dia) viver dos meus escritos. Lá vão:

 

O Tempo e o Vento – Érico Veríssimo

 Primeira grande história que li, O Tempo e o Vento foi também o primeiro livro que me transportou para lugares fantásticos, guerras reais, personagens vivos e com sotaque bem característico. É, eu lia este livro com sotaque gaúcho em todos os diálogos.

O Tempo e o Vento é a saga da família Terra-Cambará através da história do Rio Grande do Sul. Começa em 1745, na ocupação do “Continente de São Pedro”, e vai até o fim do Estado Novo, em 1945. A trilogia é dividida em O Continente, O Retrato e O Arquipélago.

O Continente é o meu tomo preferido, que me encantou com as detalhadas descrições das paisagens, personagens fortes (e bem construídos) e batalhas de várias épocas. Se você o ler sem ao menos sentir o cheiro do chimarrão ou o frio do minuano, alguma coisa está errada.

A estrutura narrativa me prendeu muito a atenção. Pequenos textos que aparecem como introdução de alguns capítulos, como se não tivessem nenhuma conexão, na realidade formam aos poucos os personagens que conheceremos mais adiante. A história inicia em 1895, volta a 1745, retorna a 1895, volta a 1777, e assim por diante, até o capítulo que reúne tudo isso.

Das minhas leituras de pré-adolescente a adolescente, esta é a mais querida.

O Nome da Rosa – Umberto Eco

 O Nome da Rosa marca outra fase da minha vida: a da faculdade. Eu já conhecia o filme e já tinha aprendido, na teoria, os elementos semióticos apresentados em alguns trechos da história, mas só fui ler o livro um ano depois.

Se eu me encantei com as fabulosas descrições de Érico Veríssimo, com Umberto Eco eu entrei em êxtase supremo. Milhares de palavras para um único pórtico de pedra, páginas para descrever a primeira experiência sexual de um homem, e por aí vai…

A história do livro se passa nos fins de novembro de 1327, dentro de uma abadia italiana localizada nas escarpas dos Montes Apeninos. Durante os sete dias que compreendem os manuscritos “encontrados” por Umberto Eco, temos o franciscano Guilherme de Baskerville e seu noviço, Adso, tentando desvendar sete mortes misteriosas que vão acontecendo dia a dia.

Esta grande investigação acontece entre monges assustados, uma misteriosa e intransponível biblioteca, e um concílio entre a grande igreja e os frades menores. Todas essas ações mescladas com muitas frases em latim, além de se respeitar a contagem das horas litúrgicas.

Para quem gosta de mistério, Idade Média e inquisição, este livro é obrigatório.

 

(É claro, este post ficou bem maior do que eu esperava. Aguarde a Parte II, breve neste mesmo canal.) 

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André Lasak

Redator-peregrino. Viciado na arte da letra. Na construção das palavras. Na musicalidade das frases. Na remissão dos pecados. Na vida eterna. Amém.

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