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Meu top 5 – Cinco livros favoritos (por Lasak) – Parte II

Top 5 melhores livros

Segue a parte II do meu Top 5 – livros favoritos.

Continuo a apresentar os cinco livros que, além de me estimularem a trabalhar como redator, foram importantes para ditar a minha vontade de (um dia) viver dos meus escritos.

Na parte I falei sobre O Tempo e o Vento, de Érico Veríssimo, e O Nome da Rosa, de Umberto Eco. Espero que vocês gostem dos outros três:

 

Cem Anos de Solidão – Gabriel García Márquez

Já fiz uma resenha aqui no Livre-se sobre Cem Anos de Solidão. Um dos melhores livros que li e um dos que eu gostaria de ter escrito. Acho que muitas pessoas devem ter esta mesma opinião, afinal não é à toa que Gabriel García Márquez ganhou o Nobel de Literatura pelo conjunto de sua obra. Seu realismo fantástico é algo para se admirar e aplaudir de pé. Quando eu crescer, se chegar a pelo menos 40% de seu talento, poderei sentir realmente orgulho do que escrevo.

 

Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis

Na época de escola, quando foi leitura obrigatória, eu li apenas o resumo. Esta foi uma prática comum na época, pois eu preferia ler os livros que realmente tinha vontade, como O Tempo e o Vento (vide Top 5 – Parte I). Li Memórias Póstumas de Brás Cubas em setembro do ano passado e posso dizer que foi a melhor coisa que fiz, pois pude aproveitá-lo de uma forma que nunca seria plena anos atrás.

Livros têm época certa para ser lidos, isso é um fato. Pude degustar a narrativa de Machado de Assis com uma vivência mais madura, compreendendo melhor seus intrincados jogos de palavras. Capítulos como Transição me deixaram emocionado e com orgulho de saber que aquilo é obra de um escritor brasileiro.

Brás Cubas, um defunto-autor, escreve sua autobiografia do túmulo e a dedica “ao verme que roeu as frias carnes do meu cadáver”. Considerada a primeira narrativa fantástica do Brasil, Memórias Póstumas retrata a escravidão, as classes sociais, o cientificismo e o positivismo, além de apresentar uma nova filosofia, o Humanitismo – que seria mais explorada no livro Quincas Borba. Tudo isso dentro da história de uma vida, com seus momentos de felicidade e tristeza, amores não correspondidos, frustrações diversas e pequenas vitórias, como toda vida acaba sendo, de algum jeito.

Se você o leu na escola (ou passou rápido pelo resumo), recomendo que busque novamente Memórias Póstumas. A leitura desse livro me incentivou a colocar na minha (gigantesca) lista outras obras desta fase que ainda preciso ler.

V de Vingança – Alan Moore

Sim, é uma HQ no Livre-se, você não está vendo coisas. Como eu disse lá em cima, meu Top 5 é sobre livros que me incentivaram de alguma forma a escrever minhas histórias. V de Vingança, além disso, é um marco realmente importante na minha vida. Ele apareceu num momento tão crucial que agradeço até hoje o grande amigo que, em algum dia entre 1990 e 91, me entregou a minissérie completa e disse: “leia isto aqui que fará bem a você”. E fez muito bem mesmo.

A história – publicada em cores em 1988 – inicia em 1997, num futuro paralelo que sofreu toda a destruição de uma guerra nuclear nove anos antes. A Inglaterra, em ruínas, passa a ser dominada por uma coalizão de grupos fascistas que levam negros, estrangeiros, radicais de qualquer tipo e homossexuais para campos de “readaptação” para servirem de cobaias em experimentos diversos e também sistematicamente eliminados.

Uma dessas cobaias consegue fugir e se transforma num terrorista em busca de vingança, que usa como uniforme as roupas e uma máscara de Guy Fawkes – que em 5 de novembro de 1605 foi capturado com explosivos no porão das Casas do Parlamento Britânico, as quais pretendia explodir. “V”, como ele se denomina, salva Evey Hammond de ser presa e a leva à Galeria Sombria, seu quartel general. Ali, entre os encontros e torturas psicológicas com suas vítimas, tenta mostrar à Eve que os ideais, quando fortes, perduram mesmo quando morre o corpo.

Os capítulos 9 – Vicissitude – ao 13 – Valores –, do Tomo 2, ditaram o meu caráter após os 16 anos. V de Vingança me fez enxergar as coisas de outra forma, transformando aquele moleque introspectivo e com medo de tudo numa pessoa que, de uma hora pra outra, acabou ficando até “popular” no colégio, mudando o jeito de ser para encarar a vida com muito mais interesse e fascínio. Desde então tento reler suas páginas ao menos uma vez por ano.

Mesmo tendo passado a sua “época” de ler uma HQ – se você se acha crescido demais para ler quadrinhos –, recomendo que veja esta história de Alan Moore. Ele e Neil Gaiman foram dois autores que me fizeram considerar a maior parte de suas HQs a mais pura literatura.

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André Lasak

Redator-peregrino. Viciado na arte da letra. Na construção das palavras. Na musicalidade das frases. Na remissão dos pecados. Na vida eterna. Amém.

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