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Meu TOP 5 – Cinco livros favoritos (por Vinícius) – Parte II

Top 5 melhores livros

Esta é a continuação do post do TOP 5 do Vinícius, que eu cortei ao meio sem dó porque sou fã de fazer suspense. 😛

Eximo o Vinny, autor do post de qualquer culpa, porque ele postou o TOP 5 inteiro, e eu o dividi ao meio sem perguntar se podia. 😀

Como Tayra, Roberta e eu já fizemos nossos próprios TOP 5, com este post só falta o André postar o dele (cujos livros, segundo ele, já estão escolhidos. Oba!). Para visualizar todos os posts de Top 5 aqui do blog, clique aqui.
Continuando a lista de melhores livros do Vinny, temos:

 O Hobbit - Tolkien

 

3. O Hobbit – J. R. R. Tolkien

Este foi o segundo livro de Tolkien que li, e foi a primeira coisa que comprei pela internet – isso nos idos de 1998, quando e-commerce no Brasil ainda estava engatinhando. Para se ter uma ideia, para comprar pela internet você tinha que depositar o valor do livro + frete na conta da editora e mandar para eles o comprovante de depósito! Outros tempos…

O Hobbit é uma história para crianças, que Tolkien basicamente escreveu motivado por seus filhos. E a forma como o livro começou a ser escrito é bem bacana: na época, início da década de 1930, Tolkien já era professor na Universidade de Oxford, na Inglaterra. Durante a correção das provas de seus alunos, ele percebeu que um deles entregou a folha de resposta em branco. O que prova que este fenômeno não é novo, mas divago. 😛

Tolkien, no relato que faz sobre como escreveu o livro, diz que aquilo era bom, pois significava menos trabalho para ele na correção. Porém, aquela folha em branco começou a exercer sobre ele uma atração irresistível. Assim, pegando a folha e uma caneta tinteiro, ele escreveu uma simples frase, que mudou para sempre a vida dele:

In a hole in the ground there lived a hobbit.

O livro é simplesmente delicioso de se ler, divertido, engraçado, aterrorizador, empolgante. Mesmo tendo sido escrito para o público infantil, adultos podem lê-lo sem medo, pois a história não é simplória. Outros tempos, quando crianças não tinham sua inteligência menosprezada.

A imagem que ilustra o post é da versão que tenho, que é anotada. Ou seja: ela possui uma série de notas que complementam o texto, mostrando coisas como as sucessivas revisões feitas no livro ao longo dos anos, bem como detalhes mitológicos reais incorporados no livro. Aprendi muita coisa com essa edição, já que muitos detalhes das culturas celtas e nórdicas, estranhos à nossa cultura latina, se fazem presentes e são explicados.

 

O Senhor dos Anéis - Tolkien

 

2. O Senhor dos Anéis – J. R. R. Tolkien

Estórias* de fadas têm sido menosprezadas desde o século XIX, com o advento da Revolução Industrial no campo sócio-econômico e do Realismo na literatura, relegadas a um canto como se fossem um gênero menor, “coisa de criança”.

Tolkien discordava veementemente disso. Quando seus editores lhe pediram para escrever uma continuação de O Hobbit, Tolkien cristalizou todas as suas ideias sobre o que são estórias de fadas na sua maior obra publicada em vida. A divisão em 3 partes (A Sociedade do AnelAs Duas Torres & O Retorno do Rei) foi feita por influência de seu editor, mas Tolkien queria mesmo é que o livro fosse um único volume.

Até hoje o livro causa a discórdia entre acadêmicos, basicamente entre aqueles que concordam com o ponto de vista tolkieniano a respeito de estórias de fadas e aqueles que discordam. Seja como for, O Senhor dos Anéis já foi apontado por diversos veículos de comunicação como o melhor livro de língua inglesa do século XX.

Eu o li em no início de 1998, no final de minha adolescência, mas já sabia de sua existência desde 1990 ou 1991, por causa de uma citação numa nota de rodapé de um livro de RPG. Mal sabia eu que este livro seria um dos maiores marcos de minha vida. Boa parte de meu gosto literário foi redefinido por esta obra, hoje sou um convicto leitor do gênero fantástico. Bernard Cornwell, George R. R. Martin, Leonel Caldela, Eduardo Spohr, o gênero tornou-se parte integral daquilo que sou e penso.

Em tempo: a imagem do post mostra a edição de luxo comemorativa de 50 anos de publicação da obra. E qual não foi minha surpresa ao saber que a Amazon ainda vendia esta edição? Comprei na hora! Vai se juntar às 2 edições brasileiras publicadas (a da década de 1960, e pirata, diga-se de passagem; e a de 1994, da Editora Martins Fontes), à edição portuguesa da década de 1970 e à edição inglesa comemorativa de 50 anos, versão brochura. É, sou meio maluco pelos livros do Tolkien. 😛

 

Os Meninos da Rua Paulo - Ferenc Molnar

 

1. Os Meninos da Rua Paulo – Ferenc Molnár

Mas em primeiro lugar vem um livro que pouca gente que conheço já ouviu falar. Considerado o livro da literatura húngara mais famoso do mundo, Os Meninos da Rua Paulo foi o livro mais marcante de minha infância. A história se passa na cidade de Budapeste, no final do século XIX, e fala sobre amizade, lealdade e autossacrifício** entre um grupo de meninos que disputam o direito de usar um terreno baldio como lugar para suas brincadeiras.

É uma história tocante e poderosa, na qual qualquer garoto, por mais distante que seja o local e a época, consegue se identificar. Foi através deste livro que tive ideia do quanto uma amizade verdadeira é importante, e do que alguém é capaz de fazer por um amigo. A tradução do livro é de Paulo Rónai, pai da jornalista Cora Rónai, que por tanto tempo acompanho no jornal e pela internet. 🙂

* Eu sei, “estórias” é uma forma que não existe na norma culta do português, mas tenho motivos para usá-la. E pensar que eu mesmo já “advoguei” contra seu uso…

** É, eu já adotei a nova norma ortográfica do português, mas isso não quer dizer que eu tenha que achar as mudanças bonitas. 🙁

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Vinícius Cordeiro

“And all I ask is a tall ship and a star to steer her by” – John Masefield

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