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Top 5 – Obras favoritas de Saramago (16/11, dia do desassossego, dia de Saramago)

jose saramago desassossego

 “Escrevo para desassossegar os meus leitores”, disse Saramago  (também) na apresentação de  seu romance “Caim”, hoje ele faria 90 anos, e por essa razão, a Fundação José Saramago elegeu o dia 16/11 como o dia do desassossego. De forma desassossegada, pensei durante todo dia nesse autor, que é para mim, fonte inesgotável de reflexões íntimas, sendo as mais necessárias, as indigestas. Meus autores preferidos são aqueles que me tiram de minha zona de conforto, e isso é um talento nato desse influente português. Por essa razão, tive tanta dificuldade em eleger minhas obras favoritas, que não obedeci nenhum outro critério, senão o resgate afetivo.

5. O Evangelho segundo Jesus Cristo

“O filho de José e Maria nasceu como todos os filhos dos homens, sujo do sangue de sua mãe, viscoso das suas mucosidades e sofrendo em silêncio. Chorou porque o fizeram chorar, e chorará por esse mesmo e único motivo.”

Neste romance, um dos mais polêmicos do autor, Saramago narra a história de Cristo sob a perspectiva de um Jesus humanizado. A publicação do livro provocou reações da Igreja e a comunidade católica, já que desafiava a tradicional imagem de Jesus que é divulgada pelo Evangelho. O governo português chegou a vetar a nomeação do livro para um prêmio literário, e em decorrência disso o escritor deixou Portugal para ir morar nas Ilhas Canárias.

4. Ensaio sobre a cegueira

O romance lançado em 1995 ganhou novo fôlego ao ser adaptado para o cinema pelo diretor brasileiro Fernando Meirelles. No livro, uma súbita epidemia de cegueira faz com que vários habitantes de uma cidade sejam colocados em quarentena. Isolados, os membros do grupo chegam a um estado de caos e barbárie. Poucas vezes vi uma adaptação tão feliz, e aqui vai o registro emocionado do autor na pré-estréia de seu livro:

http://www.youtube.com/watch?v=Y1hzDzAvJOY

E eu, admiradora de Saramago, e assumida manteiga-derretida, choro toda vez que revejo o vídeo

:’)

3. Silêncio da água (literatura infantil)

È um fragmento de seu livro “ As pequenas memórias”,  onde  narra um episódio de sua infância.  Um dia, um garoto vai pescar, mas, surpreendido pela força do peixe, o anzol arrebenta, o que faz dessa fábula humana um belo exercício de  reflexão, que leva a todos os leitores o mesmo despertar da lucidez. È bastante poético, e lá surge a explicação por ser ele tão eficiente contador de histórias: seu talento veio de menino, e o tempo o lapidou.

A maior flor do mundo - José Saramago

2. A maior flor do mundo (literatura infantil)

Nesse conto, o protagonista era um gurizinho que, após explorar o terreno em sua volta, encontra uma flor murchinha, murchinha… Ele, então, resgata a florzinha daquele lugar inóspito e  a leva para casa, e lá, usa todo seu  amor para recuperar a pequena flor, esta, grata, não só renasce mas se transforma na maior flor do mundo, e na certa, também na mais bela.

È um de meus livros preferidos, e imagino que será de todos que virem à beleza da obra, aqui nessa animação reproduzida:

http://vimeo.com/3691184

1. Caim

Foi seu  último romance publicado,e mais uma vez  Saramago volta a tocar em temas polêmicos, ou seja,  bíblicos, contando episódios  do Velho Testamento  sob a ótica  de Caim, filho de Adão e Eva e assassino de seu próprio irmão, Abel. Nesse, eu fiquei absolutamente incomodada, mas, uma vez mais percebi que isso não é nada mal.

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raires

Neta de Madalena, filha de Maria, e mãe do Hugo: meu atual motivo de felicidade.

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