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Ziraldo, o grande culpado

Ziraldo

Se hoje em dia eu sou uma pessoa que não pode topar com um livro pela frente – e que fica espichando o pescoço para dar uma conferida qual o livro que aquela pessoa tá lendo no ônibus ou no metrô – meu pai e minha mãe tem uma grande responsabilidade nisso. Mas eu acho que além deles há um grande culpado nessa história toda e o nome dele é Ziraldo Alves Pinto. <3

Como a imensa maioria o meu primeiro contato com esse fantástico e icônico autor da literatura infanto-juvenil brasileira foi com O Menino Maluquinho. É um verdadeiro clássico, todo mundo leu, se divertiu e se identificou e descobriu que tinha fogo no rabo, o olho maior que a barriga e macaquinhos no sótão (mesmo sem saber ao certo o que isso queria dizer). A minha empatia com o autor foi tanta que logo em seguida o meu pai me apresentou a sua enorme coleção de revistinhas d’A Turma do Pererê – que eu devorei prontamente.


ziraldo e o menino maluquinho

 Vendo o meu interesse meu pai começou a alimentar mais ainda a minha paixão (ou seria vício?!) e passou a me dar semanalmente um exemplar da Coleção Corpim. O primeiro deles foi O Joelho Juvenal, seguido logo depois de Dodó (a bundinha), que veio acompanhada por Um Sorriso chamado Luiz, que ganhei bem na época em que comecei a usar aparelho. O quarto da série que eu li foi Rolim (o umbigo), e depois veio Os dez amigos (os dedos da mão) e Pelegrino e Petrônio (os pés). Simplesmente encantador e fico ressentida até hoje por minha mãe ter passado adiante para os meus primos mais novos – que nem sabem que fim deram aos livros – pois eu adoraria ter guardado todos eles para apresentá-los aos meus filhos.

Ainda na mesma fase vieram várias outras delícias como O Planeta Lilás, Flicts, O Menino Marrom, O menino mais bonito do mundo, O pequeno planeta perdido, Menina Nina, Bonequinha de Pano, O Bichinho da Maçã, Vito Grandam, The Supermãe, além das revistinhas d’A Turma do Pererê, os gibis d’O Menino Maluquinho (isso lá em 1989) e os livros de anedotas d’O Bichinho da Maçã. A maneira como ele une seus desenhos fantásticos com suas histórias deliciosas e que casam perfeitamente com as ilustração é capaz de prender a atenção de qualquer um, por mais que seja a criança mais elétrica e arteira do mundo. A identificação é imediata e o interesse é instantâneo e contínuo, e o pequeno chega ao fim da história querendo mais e mais, diposto a buscar outro livro com o mesmo tipo de apelo. E assim a coisa vai e não para nunca mais.

Ziraldo é puro amor, um verdadeiro encantamento em forma de literatura infantil. Hoje em dia tenho tentado, pouco a pouco, comprar os livros dele que um dia já tive, e assim montar uma bela coleção para poder oferecê-la aos meus futuros pimpolhos para que eles possam se maravilhar com esse mundo que tanto me seduziu na infância e que me abriu portas para toda uma paixão duradoura pela leitura. Eles merecem que eu faça isso por ele, esse legado certamente será perpetuado, e a culpa é todinha do Ziraldo.

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tayra

Eu sou daquelas que assobia, chupa cana, bate palma e rebola ao mesmo tempo. A que queria ser ginasta e acabou bailarina, a que estudou História e Jornalismo, mas virou publicitária de pé quebrado. Eu tenho sede de mundo, de viver, de saber… “A vida é hoje, o sol é sempre, se já conheço eu quero é mais…” (Milton Nascimento)

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